"Luke I'm your father..."
(Luke, eu sou seu pai...)
Essa frase foi dita por um dos maiores inimigos (fictícios) do universo. Darth Vader, da saga Star Wars. Que durante 3 filmes inteiros era o arqui-inimigo de Luke Skywalker até que no ultimo deles revela que na verdade era o seu pai.
Inimigos permeiam qualquer boa história, desde novelas, filmes, romances, histórias em quadrinhos e etc. Arrisco a afirmar que sem eles a industria do entretenimento já teria falido muito antes mesmo de começar.
No imaginário infantil, muitas vezes eles nos amedrontam (e servem como personagens de edução para uma boa conduta) como o "homem do saco" a "Cuca", esses para mim que já passei dos 30. Mas, que com certeza deve ter umas versões mais novas em roupagens diferentes que infelizmente não tem mais a simplicidade de um Monteiro Lobato e espero que não seja ditada pelos inimigos que o Datena apresenta todos os dias.
Mas, o que me motivou esse post, nesse blog que estava esquecido num passado distante, o último post que aqui escrevi foi em 2008. Mas, tanto tempo sem escrever sobre aquilo que quisesse discutir, não pede uma desculpa por estar enferrujado em uma pseudo habilidade em escrever, já que não sou escritor.. (será essa desculpa para uma falta de habilidade um arqui-inimigo pessoal chamado insegurança? Prefiro a Cuca.. hehehe)
Vejo constantemente no facebook menções a inimigos, muitas vezes vem em frases biblicas, imagens, citações e etc. Algo como: "se o inimigo quer me derrubar... ", "que os meus inimigos saibam que...", "prefiro os verdadeiros inimigos do que os falsos amigos", "A fúria do inimigo bate de cara no escudo de fé" e etc... quando não são as frases prontas são menções a inimigos: "Aqueles que querem meu mal...", me destruir e etc....
Juro que não entendo isso. Claro tem muitas pessoas que não gostam de mim... (não sei se muitos ou quantos, mas sei que tem). Mas, não me acho tão importante para quererem ser meus inimigos. Como seria isso? A pessoa acordar e a primeira coisa que ela pensaria seria: "Ah!! Hoje acabo com a vida do Marcelo!", "Tenho um plano terrível contra ele!". Será? Se sim, me fala e obrigado... me senti quase um protagonista de uma série...se o mocinho ou o vilão da série depende. Aos olhos do vilão o mocinho não é mocinho né?
Mas, deixo aqui essa minha duvida... Inimigos? Será que temos mesmo? Alguém que no fundo só quer acabar conosco? E se temos, por que eles agem assim? Por que não gostaram de uma qualidade ou característica sua? Justamente da sua??
Acho que com pouca reflexão veremos que temos muito o que aprender (sobre nós mesmos) com essa questão de inimigo. Na verdade, não acredito que alguém tenha inimigo. Temos pessoas que por alguma razão, mal entendido, busca da felicidade pessoal, interesses diversos, culturas diferentes, credos, crenças e etc... Esbarram nas nossas diferenças causando algumas tensões que são passageiras, durando apenas o tempo desse contato. Sem entrarmos em questões mais profundas sobre seres humanos, comportamento, medos e inseguranças. Por que ai teríamos que ter um livro sobre esse tema.
E, ao olharmos atentamente a isso, veremos que podemos aprender. Sobre a maneira que o mundo nos afeta, como nos relacionamos com ele, com as pessoas ao nosso redor, sobre nossos medos e inseuranças. E se assim olharmos, o pseudo inimigo tem tanto para nos ensinar, sendo tão importante para aprendermos que se ele se tornasse um personagem de filme, creio que ele diria:"Velho, sou seu pai" como o Dart Vader. Afinal um bom pai faz isso, te ensina e educa. Mesmo contra a sua vontade ou gosto.