domingo, 1 de setembro de 2013

Inimigos


"Luke I'm your father..."
(Luke, eu sou seu pai...)
Essa frase foi dita  por um dos maiores inimigos (fictícios) do universo. Darth Vader, da saga Star Wars. Que durante  3 filmes inteiros era o arqui-inimigo de Luke Skywalker até que no ultimo deles revela que na verdade era o seu pai.
Inimigos permeiam qualquer boa história, desde novelas, filmes, romances, histórias em quadrinhos e etc. Arrisco a afirmar que sem eles a industria do entretenimento já teria falido muito antes mesmo de começar.
No imaginário infantil, muitas vezes eles nos amedrontam (e servem como personagens de edução para uma boa conduta) como o "homem do saco" a "Cuca", esses para mim que já passei dos 30. Mas, que com certeza deve ter umas versões mais novas em roupagens diferentes que infelizmente não tem mais a simplicidade de um Monteiro Lobato e espero que não seja ditada pelos inimigos que o Datena apresenta todos os dias.
Mas, o que me motivou esse post, nesse blog que estava esquecido num passado distante, o último post que aqui escrevi foi em 2008. Mas, tanto tempo sem escrever sobre aquilo que quisesse discutir, não pede uma desculpa por estar enferrujado em uma pseudo habilidade em escrever, já que não sou escritor.. (será essa desculpa para uma falta de habilidade um arqui-inimigo pessoal chamado insegurança? Prefiro a Cuca.. hehehe)
Vejo constantemente no facebook menções a inimigos, muitas vezes vem em frases biblicas, imagens, citações e etc. Algo como: "se o inimigo quer me derrubar... ", "que os meus inimigos saibam que...", "prefiro os verdadeiros inimigos do que os falsos amigos", "A fúria do inimigo bate de cara no escudo de fé" e etc... quando não são as frases prontas são menções a inimigos: "Aqueles que querem meu mal...", me destruir e etc....
Juro que não entendo isso. Claro tem muitas pessoas que não gostam de mim... (não sei se muitos ou quantos, mas sei que tem). Mas, não me acho tão importante para quererem ser meus inimigos. Como seria isso? A pessoa acordar e a primeira coisa que ela pensaria seria: "Ah!! Hoje acabo com a vida do Marcelo!", "Tenho um plano terrível contra ele!". Será? Se sim, me fala e obrigado... me senti quase um protagonista de uma série...se o mocinho ou o vilão da série depende. Aos olhos do vilão o mocinho não é mocinho né?
Mas, deixo aqui essa minha duvida... Inimigos? Será que temos mesmo? Alguém que no fundo só quer acabar conosco? E se temos, por que eles agem assim? Por que não gostaram de uma qualidade ou característica sua? Justamente da sua??
Acho que com pouca reflexão veremos que temos muito o que aprender (sobre nós mesmos) com essa questão de inimigo. Na verdade, não acredito que alguém tenha inimigo. Temos pessoas que por alguma razão, mal entendido, busca da felicidade pessoal, interesses diversos, culturas diferentes, credos, crenças e etc... Esbarram nas nossas diferenças causando algumas tensões que são passageiras, durando apenas o tempo desse contato. Sem entrarmos em questões mais profundas sobre seres humanos, comportamento, medos e inseguranças. Por que ai teríamos que ter um livro sobre esse tema.
E, ao olharmos atentamente a isso, veremos que podemos aprender. Sobre a maneira que o mundo nos afeta, como nos relacionamos com ele, com as pessoas ao nosso redor, sobre nossos medos e inseuranças. E se assim olharmos, o pseudo inimigo tem tanto para nos ensinar, sendo tão importante para aprendermos que se ele se tornasse um personagem de filme, creio que ele diria:"Velho,  sou seu pai" como o  Dart Vader. Afinal um bom pai faz isso, te ensina e educa. Mesmo contra a sua vontade ou gosto. 


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Gattaca

Semana passada durante uma aula de genética, foi levantada a seguinte questão: será que um dia o homem será capaz de conhecer todos os seus genes e manipulá-los a ponto de poder criar seres humanos de acordo com seu gosto, escolhendo, inteligência, força, beleza, tamanho e etc.
A discussão que se seguiu era o homem seria melhor se fosse escolhido geneticamente? E quem faria os trabalhos subalternos? Um colega de classe disse, que sim, se formos mais inteligentes inventariamos maneiras de que o trabalho subalterno fosse feito, por robôs ou coisa do gênero.
Infelizmente o que eu vejo como importante, a genética não poderá fazer, o ser humano não tem que ser mais inteligente e sim menos idiota! Será q a genética será capaz de fazer isso? Pensemos um pouco a respeito...
Hoje, o homem sofre, morre, sente dor, é obrigado a lidar com questões evolutivas “imperfeitas”, e mesmo com tudo isso, mesmo com todos esses poréns e certezas das duvidas naturais do ser humano, duvidas naturais que eu digo são aquelas que fogem da nossa compreensão e domínio. Será que meu filho vai nascer perfeito? Será que eu não terei nenhuma doença, será que q eu sentirei muita dor quando eu for morrer? Ou até as duvidas mais banais, será q ela vai gostar de mim? Será q serei aceito na entrevista? Estou gordo? Essa lista seria interminável, temos tantos exemplos que não vejo fim para eles.
Claro, se fossemos melhor geneticamente alguns desses exemplos seriam corrigidos e seriamos melhor, viveríamos melhor!! Doce inocência....tão inocente que me lembra uma criança achando q se tiver tal brinquedo ela vai ser mais bem quista pelos seus amigos.
Deixa eu explicar o por que o ser humano PRECISA ser menos idiota e não mais inteligente. Pense, se mesmo sofrendo tanto ainda estamos preocupados em querermos ser melhor, mais bonitos, mais fortes, a ponto de subjugarmos o tempo todo aqueles que estão a nossa volta, se mesmo assim procuramos um lugar onde seremos aceitos, um meio, um pais, uma religião, uma cor e etc....
Muito engraçado é voltarmos ao inicio da questão e acharmos a palavra trabalhos subalternos. Subalterno é só aquilo q esta fora de moda ou que não é visto como algo útil! O que é totalmente discutível, jogarmos o lixo fora e ele ser bem “acondicionado” é tão importante quanto um medico cuidando de um doente, é a prevenção do ter que ir ao medico! OK, o exemplo do lixo não vale, servente de pedreiro serve? É, quem vai querer ser um? Bom talvez, eu! Já me mato na academia, subo na esteira e meu coração quase salta pra fora e ainda pago pra isso, não ganho! A única coisa que quero mostrar é, de novo estamos quantificando e qualificando...Ah Marcelo, pô, isso é da espécie!! É natural...! Perfeito então vamos continuar fazendo tudo aquilo q tivermos vontade! Se eu estiver com raiva eu mato, se eu quiser copular eu pego uma fêmea! Ops! Estamos caindo na barbárie, e isso não é ser inteligente! Decida-se!!!!!!
Escondendo aquilo que temos de “imperfeito” nos tornamos melhores?
Ser mais inteligente esta longe de ser ter um QI mais alto, ou uma qualificação superior, ser inteligente é conhecermos as nossas fraquezas e a partir daí conseguirmos visualizar a perfeição de sermos imperfeitos. E aceitarmos isso não só em nós, mas principalmente em todos que estão a nossa volta.
Caso contrario, que venha a melhoria genética e vamos aprender a nos matar de modo mais eficaz, pq esse modelo atual, esta ruinzinho....


Ps: Gattaca é um filme de ficção científica produzido nos Estados Unidos da América em 1997. COM o tema de melhoria genetica, recomedo!
http://www.youtube.com/watch?v=o7OYCmynrRU

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Obrigado...

Obrigado as pessoas que aparecem aqui...(que são poucas..hehe)
Que comentam comigo diretamente e a Bruxinha Hermione Ganger que deixou comentario aqui a pagina..(Seja ela quem for...rs..)

Homem Razão... Mulher emoção....

Estava eu visitando uma comunidade no Orkut a respeito de grandes temas da natureza humana, como religião, psicologia e filosofia quando me deparo com a falta de mulher existente nessas comunidades não é de hj, que nós sabemos ou pelo menos já pensamos no pq que não temos grande teóricos da personalidade humana do sexo feminino...nem grandes gênios...
Cheguei a conclusão que mulheres são mais aptas emocionalmente do que os homens, e por isso acabam não buscando o por que dos eventos que à acometem, pois ela não sofre do mesmo modo que o homem, mas pq se dá isso? Se observarmos o crescimento de uma mulher, desde a sua infância, ela sempre é levada a reprimir suas emoções e vontades, porque não fica bom para uma mulher se comportar de determinadas maneiras numa sociedade com parâmetros machistas, desde pequena a mulher e levada a sentar de pernas fechadas, a não brincar de coisas de homem, ( como tudo q se relaciona a comportamento humano, isso não é uma regra, de modo que posso afirmar que quase sempre é assim) . A mulher que é “reprimida” durante toda sua infância ao chegar na adolescência, se depara com toda uma vasta mudança corporal e hormonal, ela se vê num mundo totalmente diferente, onde a simples presença dela ocasiona mudanças no meio, por causa da sua beleza e por ser objeto de desejo, a mulher se sente com um poder alem daquilo que ela podia imaginar, e isso como todo poder, causa mudanças drásticas na postura dela, fazendo com que ela use isso pra adquirir aquilo que tem vontade nos mais diversos setores da sua vida, escola, curso, clube amizades, tudo, um exemplo para ilustrar isso: Uma garota de 14 anos entra num comercio, ela será bem atendida, sempre, onde ela entrar, claro desde que ela seja bonita e etc. A grande verdade é q até as q não são tão bonitas, pelo fato de ter começado a desenvolver seu corpo de mulher, elas acabam se deparando com essa realidade, e o que mais tudo isso pode ocasionar. Com todo esse poder, a mulher que sempre foi protegida fica a mercê das varias situações sociais que essa nova condição pode lhe trazer, aquilo q a deslumbra no inicio como uma real fonte de poder e facilidades acabam trazendo muita tristeza, pq ela é levada a tentar achar um meio entre o mundo da fantasia e das suas próprias vontades, com a realidade humana. Por que ela sempre ira escutar aquilo q quer, da mesma maneira q encontrara mais facilidade do q outras pessoas, fazendo que ela receba as mais diversas propostas sem estar apta a lidar ou imaginar que isso tem um por que ou q alguém quer algo em troca. Outro exemplo, a menina conhece um cara mais velho q aos seus olhos lhe dará tudo aquilo que necessita, proteção, sentimento de superioridade e poder em relação as suas amigas, sem contar Tb no acreditar nas fabulam de Walt Disney, onde o príncipe encantado a livrará de todas intempéries que possa acontecer, resumindo, a chance dessa menina sofrer por isso, por uma fabula não correspondida é muito grande, fazendo que ela se encontre a principio num circulo vicioso entre o poder e a desilusão...O que em mais tempo ou menos tempo a fará se tornar apta a lidar com as emoções ou pelo menos aprender a lidar com o sofrimento de modo mais satisfatório do que o homem...
Em contrapartida está o homem, que desde sua infância é levado a liberar seus instintos, sua força, sua virilidade a ele nada é negado, ele pode fazer tudo e é sempre levado a testar seus limites. Quando chega a adolescência, como objeto encontra-se o principal foco na sexualidade, o garoto que conquistar a mais bonita, ou aquele q se iniciar mais rápido nas artimanhas sexuais é tido como melhor, mais forte, mais digno de ser homem...A grande sacada no universo masculino é q a principio ele tudo pode, e nada teme...mas o que acontece quando ele já na vida adulta se sente rejeitado ou trocado por um outro, todo os pilares onde seu mundo foi construído desaba, fazendo com que ele se sinta perdido e sofra, o obrigando a direcionar esse sofrimento ou pra agressividade ou uma melancolia duradoura, até q encontre outro objeto que o possa fazer se sentir forte de novo...
NA verdade deixo esse texto para posterioridade e com o intuito de trabalhá-lo melhor, como um grande lembrete de uma idéia...

O objetivo principal de toda essa introdução é o de demonstrar pq essas diferenças se dão, o Homem entra em cheque com algo que lhe é estranho em seu mundo viril que é a rejeição a falta de domínio e poder, ponto que contrasta com tudo aquilo q ele foi levado a buscar durante anos de condicionamento social e até biológico, o que obriga alguns homens a usarem seu raciocínio em “porquês” e na busca do entendimento das suas duvidas e medos...JA a mulheres que são obrigadas a lidar com situações parecidas durante toda a vida, não sucumbe de modo tão desastroso quanto os homens, em geral elas são mais aptas a lidar com perdas, rejeições e etc...as tornando seres mais aptas a lidar com o mundo emocional e fazendo dos homens melhores no mundo racional.
Ah grande viagem dessa minha teoria se dá agora...
Que seria...”a mulher” detém o bloqueio do que possibilitaria o homem ser mais emocional...fazendo que ele sempre sucumba ante seus medos, e “o homem” detém Tb o bloqueio daquilo q faria uma mulher se tornar mais racional, num grande jogo onde cada um utiliza das suas armas para poder se sentir “forte” em seus meio...e no poder q a cada um é reservado... E o mais interessante disso é q isso se da no meio social, biológico e natural da vida.. Talvez não seja erro afirmar q isso continuará assim, enquanto o homem e a mulher de hoje forem do jeito q são em seu meio, seu mundo e sua fisiologia...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

"..." ....

" não somos nossas virtudes, somos resultados dos nossos "pecados".

...eu

segunda-feira, 9 de julho de 2007

A duvida...

09 de julho 2007

A duvida...


A duvida, nada melhor do que ela para nos tirarmos da inércia, não que a inércia seja ruim, a questão é que não conseguimos ficar nela, hora ou outra nos pegamos descontentes com algo, mas por ora não quero focar minhas "escritices" (bem q podia ser CRETINICES, aí não precisaria nem das aspas pra esse neologismo) no descontentamento. Na verdade é o típico pensamento preguiçoso, claro, pois se há duvida há medo, e te afirmo, você dificilmente saberá se sua escolha esta certa, só saberá quando culpa ou a felicidade te acompanhar sendo uma escolha "errada ou certa". A coisa se torna tão complexa que a médio prazo não temos como ter certeza sobre a boa sorte ou revés de uma escolha, por q a principio a escolha pode ser certa e futuramente não, logo não temos capacidade de prever, só nos resta nos prendermos as nossas crenças, princípios e escolher sem ferirmos nossas convicções. NA verdade, só podemos chegar a conclusão do quanto é inutil tentar controlar algo.
Se não temos como controlar de verdade uma situação, podemos seguir duas vertentes, continuar indo pra onde nossa vontade ou descontentamento nos mandar, fazendo disso uma busca pra onde nem sabemos, ou parar de procurar, tentar nos acalmar fazermos nosso melhor e ver no q vai dar. Pensar sobre o que vale a pena ou não, não sei se é a saida, pelo menos pra mim não é, algumas pessoas são boas nisso..eu não...o SE me fode, e se eu sei lah...e se aquilo não for...Abaixo aos "E se!" !
Como não temos escolha, que tal tirarmos no cara ou coroa? Ou deixar que o determinado problema se resolva por si só. Complicado essa situação entre o ser marionete da circunstancia ou ser quem toma a decisão com o intuito de tentar controlar ela. Mais uma vez caímos na incerteza do que seria melhor, e tb se tentarmos pegar as rédeas da nossa vida quem nos garante que iremos controlar algo.
Serei mais objetivo, não temos controle nenhum, tentamos fingir que temos, com o falso pretexto de nos enganarmos a respeito de que nós mandamos na nossa vida. Ah sejamos racionais! Controle do que? De quem? Pra que?
Falando em racional creio que eu já esteja beirando a irracionalidade querendo discutir a respeito disso. Pura retórica, é so ler e refletir que chegaremos a conclusão de que podemos muito pouca coisa. O que sobra disso pra nós, é a única coisa que podemos controlar, o tempo que iremos lamentar ou o tempo q vamos seguir contagiados pela felicidade.
Não concorda? È eu tb preferia não concordar, mas não posso fui vencido por mim mesmo, e com certeza vc pensou, nossa q pessimismo... te garanto que tb queria pensar assim.....

PEdra

25 de dezembro 2006

PEdra


É incrivel como a natureza pequena do ser humano se faz tão presente na vida, não digo isso pelos
outros digo por mim mesmo, conseguindo enxergar isso em mim, acaba não importando quem mais o for. Mas eu tento...juro que tento não ser pego por aquilo que não acho digno, mesmo o proprio conceito de dignidade, ser tão discutivel. Pensarei da seguinte forma, pelo que eu HOJE acho digno! E irei continuar tentando polir essa pedra rustica, não com a pretensão de que ela se transforme
num belo diamante, por que diamantes, os são de natureza, não importa o q eles façam, e uma pedra sempre será uma pedra, mas isso não me preocupa, tambêm, se minha estupidez permitir não quero
polir a pedra pra ser uma pedra bonita pros outros, quero ser uma pedra melhor, não importando
se ela estará num deserto, sem o prazer da contemplação dos olhos dos outros, talvez assim, mesmo eu
não estando polido, aceitarei que isso é o q sou, uma pedra rustica, ocupando algum lugar, em algum tempo.
Não sei se vc's conseguiram captar a idéia, mas usarei o meu prorpio texto para explicar a "pequenez" HUmana, desculpe-me, MINHA pequenez.
Quero me tornar melhor, e afirmo que isso é só pra me contentar, unica e exclusivamente eu, mas, quando digo
em me tornar melhor, longe dos outros, apenas minha natureza imcompleta já me satisfaz, não precisando eu
melhorar ou não.
MAs, te eximo desse pensamento, vc não é assim, pegarei pra mim essa conclusão e me tornarei o unico do mundo assim, mas, se vc conseguir enxergar isso em vc, te darei os parabens, não por ser algo nobre, mas por vc estar
junto comigo, daremos as mão e contemplaremos nossa pequenez, frisando NOSSA, não do mundo ou do outro.
E quem sabe um dia, conseguimos aceitar que somos uma pedra rustica onde estivermos. Pelo menos em comparação,
ou, perto de nossas pretensões. Mas, que a vida nos permita a noção de que ser ou não ser (usando o jargão "Shakespeariano")
TANTO FAZ!...